04 Julho 2012

CCJ aprova pedido e cassação de Demóstenes Torres

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A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado aprovou por unanimidade nesta quarta-feira(4) o pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de quebra de decoro parlamentar por manter negócios ilegais com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Incumbida de analisar os aspectos constitucionais, legais e jurídicos do processo, a comissão seguiu o parecer do senador Pedro Taques (PDT-MT), relator na CCJ.

Em seu relatório, Taques afirmou que o senador Demóstenes “praticou irregularidades graves no mandato”. Segundo o relator, o fato de o senador já estar sendo investigado pelo Supremo Tribunal Federal, “não é motivo para a suspensão da investigação parlamentar”.

O pedido de cassação contra o senador, proposto pelo Psol, foi acatado pelo Conselho de Ética no dia 26 de junho. Agora o pedido será encaminhado para a Mesa Diretora do Senado, para que seja colocado em votação no plenário da Casa.

A expectativa é a de que a votação em plenário seja realizada na próxima quarta-feira (11).Se perder o mandato, Demóstenes ficará inelegível até o ano 2025. Acompanhe na reportagem.

 

03 Julho 2012

CPI do Cachoeira: Sessão vazia

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira abriu a semana com quatro depoimentos marcados, mas nenhuma das testemunhas compareceu à reunião de hoje (3) que apura as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e empresários. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encerrou a sessão às 11h55 e disse que todas as testemunhas serão reconvocadas.

A empresária Ana Cardozo de Lorenzo, que havia confirmado sua presença à secretaria da casa, não compareceu nem deu justificativa. Ana é dona da empresa Serpes Pesquisa de Opinião e Mercado, contratada para a campanha do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) em 2010. A empresa é suspeita de ter recebido dois cheques, no valor R$ 56 mil, do esquema de Cachoeira, por meio da Alberto & Pantoja Construções, uma das empresas de fachada de Cachoeira.

O policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de ser um dos responsáveis pelas escutas clandestinas que favoreceriam os negócios ilegais do contraventor, alegou não estar em condição plena de saúde "tendo oscilações de pressão e tonteiras sucessivas".

Joaquim também obteve na Justiça habeas corpus assegurando-lhe o direito de permanecer em silêncio na comissão. A liminar foi deferida pela presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso, não foi localizado pela Polícia Legislativa. Edivaldo aparece em gravações da Polícia Federal garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira.

A empresária Rosely Pantoja da Silva também não foi encontrada. Ela é apontada como sócia da Alberto e Pantoja Construções. 

Já ss esforços do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para manter seu mandato não sensibilizaram boa parte de seus colegas. Após discursar para um plenário vazio na última segunda-feira (2), ele prometeu que irá falar em todos os dias até o próximo dia 11 — data em que seu caso vai à votação — na tentativa de convencer os senadores de que é inocente e salvar o mandato. 

Em novo discurso nesta terça-feira (3)o Senador manteve a estratégia de contestar as gravações que foram feitas pela PF (Polícia Federal) durante a Operação Monte Carlo. Demóstenes acusou a PF de manipular os áudios e negou todas as acusações de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Na próxima quarta-feira (4) a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado vai analisar o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do senador.

04 Junho 2012

A vingança de Pagot

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No Congresso Nacional o dia foi de repercussões das novas denúncias publicadas na Imprensa: Revista Isto é e Jornal o Estado de São Paulo. Integrantes da CPMI do Cachoeira insistem na convocação do ex- Diretor do DNIT - Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes, Luiz Antônio Pagot, que fez novas denúncias, desta vez, acusando o PSDB e o PT da prática de caixa dois em campanhas eleitorais.

Para pressionar o Senado a colocar em votação a PEC (proposta de emenda constitucional) que acaba com o voto secreto para cassações de mandatos, um grupo de senadores vai se revezar fazendo discursos diários na tribuna da Casa sobre o tema.

O grupo quer aprovar a mudança antes do processo contra o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) chegar para análise do plenário do Senado, onde a votação é secreta, para evitar que alguma manobra preserve o mandato do Senador. Acompanhe na reportagem.