01 Setembro 2012

A vingança de Pagot

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O tão esperado depoimento do ex-diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot, a CPMI do Cachoeira não trouxe nenhuma novidade, ele apenas repetiu o que já havia falado em entrevistas á imprensa.

Voltou atrás na denúncia de que parte do dinheiro do aditamento de 264 milhões de reais para as obras do Roodanel em São Paulo, teria sido destinado para  o caixa dois da campanha de José Serra e classificou a denúncia como conversa de botequim.

Preferiu centrar as acusações em figuras de destaque no governo federal, afirmou que pediu doações a empresas da construção civil para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff à Presidência da República, em 2010.

Segundo ele, o pedido para que solicitasse doações foi feito pelo atual deputado, José de Filippi Júnior, na época, tesoureiro da campanha de Dilma.

Ele afirmou que foi procurado pela atual ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para arrecadar dinheiro junto a empreiteiras com contratos com o DNIT na campanha dela para o Senado.

Pagot disse no depoimento, que o ex-senador Demóstenes Torres pediu a ele para que beneficiasse a Construtora Delta em contratos com o governo federal. Acompanhe na reportagem.

16 Julho 2012

Perillo pode depor de novo na CPI

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A Revista Época revela parte de relatório da Policia Federal onde inclui suposto pagamento de propina a Perillo para liberar créditos da construtora Delta em contratos com o governo goiano. No esquema, estaria incluída até a compra da casa do governador por Cachoeira, que, segundo a PF, foi paga com recursos da Delta. Em depoimento à CPI no último dia 12 de junho, Perillo negou qualquer envolvimento com Cachoeira ou com a Delta.

Diante das novas denúncias os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) planejam protocolar hoje um requerimento pedindo a presença de Perillo na comissão para explicar sobre o suposto "compromisso" firmado entre ele e a empresa Delta Construções, por intermédio de Carlinhos Cachoeira, assim que assumiu o cargo no ano passado.

Para o senador tucano Alvaro Dias (PR), a tentativa de convocar novamente o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para depor à CPI do Cachoeira é uma estratégia para poupar outras pessoas, como o governador do Distrito Federal Agnello Queiroz (PT). O Senador Pedro Simon ( PMDB-RS) alerta para que os parlamentares não percam o foco das investigações.

03 Julho 2012

CPI do Cachoeira: Sessão vazia

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira abriu a semana com quatro depoimentos marcados, mas nenhuma das testemunhas compareceu à reunião de hoje (3) que apura as relações do contraventor Carlinhos Cachoeira com agentes públicos e empresários. O presidente da CPMI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), encerrou a sessão às 11h55 e disse que todas as testemunhas serão reconvocadas.

A empresária Ana Cardozo de Lorenzo, que havia confirmado sua presença à secretaria da casa, não compareceu nem deu justificativa. Ana é dona da empresa Serpes Pesquisa de Opinião e Mercado, contratada para a campanha do governador goiano Marconi Perillo (PSDB) em 2010. A empresa é suspeita de ter recebido dois cheques, no valor R$ 56 mil, do esquema de Cachoeira, por meio da Alberto & Pantoja Construções, uma das empresas de fachada de Cachoeira.

O policial federal aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de ser um dos responsáveis pelas escutas clandestinas que favoreceriam os negócios ilegais do contraventor, alegou não estar em condição plena de saúde "tendo oscilações de pressão e tonteiras sucessivas".

Joaquim também obteve na Justiça habeas corpus assegurando-lhe o direito de permanecer em silêncio na comissão. A liminar foi deferida pela presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) de Goiás, Edivaldo Cardoso, não foi localizado pela Polícia Legislativa. Edivaldo aparece em gravações da Polícia Federal garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas de Cachoeira.

A empresária Rosely Pantoja da Silva também não foi encontrada. Ela é apontada como sócia da Alberto e Pantoja Construções. 

Já ss esforços do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) para manter seu mandato não sensibilizaram boa parte de seus colegas. Após discursar para um plenário vazio na última segunda-feira (2), ele prometeu que irá falar em todos os dias até o próximo dia 11 — data em que seu caso vai à votação — na tentativa de convencer os senadores de que é inocente e salvar o mandato. 

Em novo discurso nesta terça-feira (3)o Senador manteve a estratégia de contestar as gravações que foram feitas pela PF (Polícia Federal) durante a Operação Monte Carlo. Demóstenes acusou a PF de manipular os áudios e negou todas as acusações de envolvimento com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Na próxima quarta-feira (4) a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado vai analisar o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do senador.