14 Agosto 2017

Sérgio Moro do Cerrado

Publicado em Comentário Político

Diante da decisão do Congresso de não continuar as investigações, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu a tramitação da denúncia por corrupção contra o presidente Michel Temer. O inquérito ficará paralisado até Temer deixar a presidência.

Fachin determinou o desmembramento das investigações em relação ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, ex-assessor e homem da mala de Temer.

A denúncia contra ele será encaminhada à Justiça Federal de Brasília, já que sem mandato parlamentar, Loures não tem mais direito ao foro especial.

Ele será julgado pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, considerado em Brasília o Sérgio Moro do Cerrado – pela firmeza de suas decisões contra a corrupção.

Mas diferente de Moro, o juiz Vallisney não foi picado pela mosca azul da mídia e não costuma jogar para a torcida. Ele não dá entrevistas sobre processos ou vaza informações para a mídia.

Vallisney foi quem autorizou a prisão de quatro agentes da Polícia do Senado por suspeita de tentarem atrapalhar a Operação Lava Jato. Foi chamado de “juizeco” pelo Senado Renan Calheiros, que depois se retratou.

O magistrado também negou o pedido de Geddel Vieira Lima para fazer exercícios físicos e tomar banho de sol no prédio de luxo onde cumpre prisão domiciliar, no Morro do Gato, em Salvador.

 Por enquanto Geddel vai ter que se conformar com uma vida sedentária.

Ainda vamos ouvir falar muito do juiz Vallisney de Souza. Ele é do Amazonas e foi amigo pessoal do poeta Tiago de Mello. Suas decisões são sempre firmes e temperadas com poesia. É como diz o verso do poeta: “Fica decretado que o dinheiro não poderá nunca mais comprar o sol das manhãs vindouras”.

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